Refrigerante inflamable en el aire acondicionado: ¿riesgo o simple precaución?

WhatsApp
Telegram
LinkedIn
Twitter
Facebook
Reddit
Print

Renabrava destaca los protocolos de seguridad y las buenas prácticas en el uso de refrigerantes inflamables.

Renabrava presentó como uno de sus principales enfoques la seguridad en el uso de refrigerantes inflamables, un tema cada vez más relevante ante la transición global hacia gases de menor impacto ambiental.

El encuentro reunió a fabricantes, ingenieros, técnicos, entidades reguladoras y especialistas del sector HVAC-R para debatir normas técnicas, riesgos operativos, cualificación profesional y avances tecnológicos relacionados con los refrigerantes clasificados como A2L y A3, como el R-32 y el R-290 (propano).

Crecimiento del uso y nuevos desafíos técnicos

La adopción de refrigerantes inflamables ha crecido rápidamente, impulsada por acuerdos internacionales como la Enmienda de Kigali, que prevé la reducción gradual de los HFC con alto GWP (Potencial de Calentamiento Global). Alternativas como el R-32 y el R-290 presentan mayor eficiencia energética y menor impacto ambiental; sin embargo, exigen medidas específicas de seguridad.

Durante Renabrava, los especialistas destacaron que el riesgo no está en el refrigerante en sí, sino en la manipulación incorrecta, la falta de capacitación y el incumplimiento de las normas técnicas.

Las fugas en espacios confinados, el uso de herramientas inadecuadas o procedimientos incorrectos pueden generar riesgos de incendio, explosión y accidentes operativos.

Principales precauciones reforzadas en el evento

Entre los puntos más enfatizados por los especialistas, se destacan:

Capacitación técnica
Los profesionales deben contar con capacitación específica para trabajar con refrigerantes inflamables, comprendiendo la clasificación de riesgo, el comportamiento de los gases, los procedimientos de emergencia y las buenas prácticas operativas.

2. Uso de herramientas certificadas
Los equipos eléctricos, bombas de vacío, detectores de fugas y manifolds deben ser compatibles con refrigerantes inflamables, evitando la generación de chispas o ignición.

3. Ventilación adecuada
Los entornos de instalación, mantenimiento y almacenamiento deben contar con ventilación natural o mecánica para evitar la concentración de gas en caso de fugas.

4. Controle de carga refrigerante
Respeitar limites de carga definidos por norma técnica reduz significativamente o risco operacional.

5. Identificação e sinalização dos sistemas
Equipamentos que utilizam fluidos inflamáveis devem estar claramente identificados, garantindo segurança para técnicos, operadores e equipes de emergência.

6. Conformidade com normas técnicas
Foram citadas normas como ABNT NBR ISO 5149, ABNT NBR 16069 e diretrizes internacionais que orientam projeto, instalação e manutenção segura.

Segurança e sustentabilidade caminham juntas

Um dos consensos foi que a transição para refrigerantes de baixo GWP é irreversível. No entanto, a sustentabilidade precisa estar alinhada com segurança operacional e qualificação profissional.

Segundo especialistas, o setor vive uma mudança estrutural que exige:

  • Atualização constante dos profissionais

  • Adequação de oficinas e ferramentas

  • Revisão de procedimentos técnicos

  • Conscientização sobre riscos e prevenção

  • Compromisso com normas e certificações

Impacto para o setor HVAC-R

A Renabrava reforçou que empresas e profissionais que investirem em capacitação, segurança e conformidade normativa estarão mais preparados para o futuro da climatização e refrigeração.

O uso seguro de fluidos inflamáveis não é apenas uma exigência técnica, mas um fator crítico para:

    • Redução de acidentes

  • Confiabilidade operacional

  • Eficiência energética

  • Sustentabilidade ambiental

  • Valorização profissional

Conclusão

A Renabrava reforça que conhecimento técnico, responsabilidade e segurança são pilares indispensáveis na nova era dos refrigerantes sustentáveis. A evolução tecnológica do setor HVAC-R exige profissionais cada vez mais preparados, conscientes e alinhados às melhores práticas internacionais.