Fluido inflamável no ar-condicionado: risco ou cuidado simples?

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Renabrava destaca protocolos de segurança e boas práticas no uso de fluidos refrigerantes inflamáveis

A Renabrava trouxe como um de seus principais destaques a segurança no uso de fluidos refrigerantes inflamáveis tema cada vez mais relevante diante da transição global para gases de menor impacto ambiental.

O encontro reuniu fabricantes, engenheiros, técnicos, entidades reguladoras e especialistas do setor HVAC-R para discutir normas técnicas, riscos operacionais, qualificação profissional e evolução tecnológica relacionada aos refrigerantes classificados como A2L e A3, como o R-32 e o R-290 (propano).

Crescimento do uso e novos desafios técnicos

A adoção de fluidos refrigerantes inflamáveis tem crescido rapidamente, impulsionada por acordos internacionais como o Protocolo de Kigali, que prevê a redução gradual dos HFCs de alto GWP (Potencial de Aquecimento Global). Alternativas como o R-32 e o R-290 apresentam maior eficiência energética e menor impacto ambiental, porém exigem cuidados específicos de segurança.

Durante a Renabrava, especialistas destacaram que o risco não está no fluido em si, mas no manuseio incorreto, na falta de capacitação e no descumprimento de normas técnicas.

Vazamentos em ambientes confinados, uso de ferramentas inadequadas ou procedimentos incorretos podem gerar riscos de incêndio, explosão e acidentes operacionais.

Principais cuidados reforçados no evento

Entre os pontos mais enfatizados pelos especialistas, destacam-se:

1. Capacitação técnica obrigatória
Profissionais devem possuir treinamento específico para trabalhar com refrigerantes inflamáveis, compreendendo classificação de risco, comportamento dos gases, procedimentos de emergência e boas práticas operacionais.

2. Uso de ferramentas certificadas
Equipamentos elétricos, bombas de vácuo, detectores de vazamento e manifolds devem ser compatíveis com fluidos inflamáveis, evitando geração de faíscas ou ignição.

3. Ventilação adequada
Ambientes de instalação, manutenção e armazenamento precisam ter ventilação natural ou forçada para evitar concentração de gás em caso de vazamento.

4. Controle de carga refrigerante
Respeitar limites de carga definidos por norma técnica reduz significativamente o risco operacional.

5. Identificação e sinalização dos sistemas
Equipamentos que utilizam fluidos inflamáveis devem estar claramente identificados, garantindo segurança para técnicos, operadores e equipes de emergência.

6. Conformidade com normas técnicas
Foram citadas normas como ABNT NBR ISO 5149, ABNT NBR 16069 e diretrizes internacionais que orientam projeto, instalação e manutenção segura.

Segurança e sustentabilidade caminham juntas

Um dos consensos foi que a transição para refrigerantes de baixo GWP é irreversível. No entanto, a sustentabilidade precisa estar alinhada com segurança operacional e qualificação profissional.

Segundo especialistas, o setor vive uma mudança estrutural que exige:

  • Atualização constante dos profissionais

  • Adequação de oficinas e ferramentas

  • Revisão de procedimentos técnicos

  • Conscientização sobre riscos e prevenção

  • Compromisso com normas e certificações

Impacto para o setor HVAC-R

A Renabrava reforçou que empresas e profissionais que investirem em capacitação, segurança e conformidade normativa estarão mais preparados para o futuro da climatização e refrigeração.

O uso seguro de fluidos inflamáveis não é apenas uma exigência técnica, mas um fator crítico para:

    • Redução de acidentes

  • Confiabilidade operacional

  • Eficiência energética

  • Sustentabilidade ambiental

  • Valorização profissional

Conclusão

A Renabrava reforça que conhecimento técnico, responsabilidade e segurança são pilares indispensáveis na nova era dos refrigerantes sustentáveis. A evolução tecnológica do setor HVAC-R exige profissionais cada vez mais preparados, conscientes e alinhados às melhores práticas internacionais.